quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A pedra do meio fio

Olá pessoal!
Quero iniciar o post agradecendo a todas as mensagens...
O minha proposta com este blog era fazer mesmo um diário - habito que eu trago desde criança - mas é bom saber que algumas pessoas acompanham, torcem, tem como inspiração (principalmente quem acompanhou nos últimos 4 meses)... Enfim, obrigada por todos os emails, comentários, e visualizações (que não sei por qual motivo, mas só crescem!)...

Hoje escolherei duas músicas! =D Então pra quem gosta de ler os posts ouvindo música, hoje terá duas opções!

A que eu estou ouvindo agora é "It's time" do Imagine Dragons.
Escolhi essa porque ela soa muito bem aos meus ouvidos... e me estimula a escrever.


Contudo, a música que tem algum significado para o dia de hoje "We are never ever getting back together" da Taylor Swift. Então segue aí o vídeo e a letra.


I remember when we broke up, the first time
Saying this is it I've had enough
Because like we hadn't seen each other in a month
When you said you needed space, what?
Then you come around again and say
Baby I miss you and I swear I'm gonna change, trust me
Remember how that lasted for a day?
I say I hate you, we break up, you call me, I love you
You called it off again last night
But this time I'm telling you, I'm telling you,

We are never ever ever getting back together
We are never ever ever getting back together
You go talk to your friends talk to my friends talk to me
But we are never ever ever ever getting back together, like ever

I'm really gonna miss you picking fights
And me falling for a screaming that I'm right, and you hide away
And find your piece of mind with some indie record
That's much cooler than mine, uou called me up again tonight

I used to think that we were forever, ever
And I used to say never say never
So he calls me and he's like, 'I still love you'
And I'm just like 'this is exhausting'
We are never getting back together

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Nas últimas semanas estou leve, com um bom estado de espírito - como eu tenho demonstrado nos posts anteriores.
A felicidade é desvantagem quando se trata de inspiração... eu tenho dificuldade de escrever. Sinto que meus posts tornam-se vazios nessa ocasião.
Eu, tão apaixonada pelo caos, fico entediada quando tudo da certo né?

Como está a minha vida atualmente? Em paz né?
Meus maiores problemas são provas e perder peso. Considerando a maior parte das pessoas, isso não é problema.
É... já tem alguns - na minha humilde opinião, vários - dias que a vida está monótona demais.
Enfim, após 4 longos meses eu me acostumei com a ausência de ligações diárias - e no meu caso com ligações de muitas horas. Me acostumei com a ideia de não ter mais ninguém pra controlar, pra saber onde está, o que comeu, se foi pra aula, se pagou o cartão, se a roupa do serviço de amanhã ta limpa, se fez a barba, se ta estudando pra prova... enfim, acostumei-me em perder um pseudo-filho.
Estou me habituando a ir ao mercado sozinha - SIM, SOZINHA! Porque eu sempre fui com alguém no telefone sozinha. Me habituei a voltar da faculdade cantando... e feliz por assim estar.

As vezes fico pensando... Apesar de tudo que aconteceu no fim, acho que nunca mais vou viver uma história de amor tão emocionante como aquela. E que saber? Acho mesmo que nunca mais vou viver uma história de amor como aquela... Porque só hoje consigo enxergar como éramos doentes. DOENTES! Os dois... dois dependentes! Cada um com suas dependências... sufocando, controlando, ferindo... e se amando! Intensamente! Tudo que é exagero é ruim... E se tem uma palavra que eu possa resumir toda minha relação é 'exagero'. Sempre foi tudo demais: riso demais, choro demais, amor demais, raiva demais, festa demais, problemas demais... Sempre assim. Muitos altos e baixos!
E a cada problema, eu me envolvia mais! Era o meu combustível: resolver problemas!
Uma vez ele até disse: "Poxa, parece que quando eu to mais ferrado é quando você mais gosta de mim".
E era verdade.... era naquela situação que eu achava que ele dependia mais do meu amor, da minha atenção... Quando ele estava fragilizado, quando SÓ EU poderia resolver a vida dele....
E quando a vitória vinha, a gente pulava de felicidade. E era mais intenso, era MUITO amor, era uma delícia. E naqueles momentos parecia que nada mais poderia nos destruir...
Até virem os novos problemas...

Sinceramente, estou realmente considerando a possibilidade de escrever a nossa história. Não aqui no blog. Eu precisaria de tempo. Algumas coisas, principalmente a parte que aconteceu há 9 anos atrás, eu preciso rever... tenho escrito nos meus diários... Mas hoje eu não consigo lembrar de muitas coisas com detalhes, precisaria de ajuda. Como alguns já me disseram: "Essa é o tipo de história que a gente acha que nunca vai ver." Acho legal a ideia de documentar isso. Principalmente agora que eu não estou tão movida por grandes emoções... Consigo escrever mais imparcialmente.

Quanto a viver um novo amor? Olha, histórias de amor são lindas. Mas eu desisti de viver uma!
Deixa pro cinema, pra novela, ou pra qualquer outro.
História de amor linda, pra mim, é aquela que dois adultos que trabalham, que tem uma vida estável, solteiros, se conhecem um dia no banco, no bar com os amigos, no serviço, na igreja, qualquer lugar normal, e começam a se conhecer, se gostam, namoram, noivam, compram casa, cada um tem seu carro e sua vida particular, e se casam. Suas famílias aprovam, eles vão viajar, depois de um tempo tem filhos. Recebem os amigos nos fins de semana, tem contas pra pagar, familiares pra dar um apoio, e passam os domingos a tarde dormindo no sofá de casa.
Isso sim é uma HISTÓRIA DE AMOR! O resto meus amigos, é fantasia! O resto, eu já provei! E não quero mais! A minha 'história de amor' que os outros consideram 'historia de amor' eu já vivi. E abandonei o barco.
Quero sonhos palpáveis. Eu criei demais, acreditei naquelas histórias de cinema. E não deu certo!
Mas aaah... 'Você é muito nova ainda' (não tanto né galera?), 'você ainda vai encontrar um amor pra viver essa história'... Quer saber? To fugindo de problemas meu povo! Quero namoro de gente normal... é, um namoro mais ou menos mesmo.
To aprendendo a ser feliz com o que aparece... to descomplicando.
Aprendi a sonhar com o que eu posso ter, e não com contos de fadas.

É... essa foi a introdução do post! hahaha
Eu vim aqui por outro motivo hoje!

As vezes sinto que há 2 semanas atrás todas as minhas endorfinas estavam no pico, e que eu venho consumindo-as aos poucos... Tenho medo que o meu estoque esteja chegando ao fim.
Hoje senti-me um pouco mais quieta, pensativa, e tenho medo de ser uma nova fase ruim que está chegando. Estou lutando pra que não seja... não quero ficar triste de novo, eu não tenho mais motivos pra isso.
E quando essa quietude começa a se apoderar de mim, a minha mente começa a ferver em pensamentos, reflexões... e metáforas.

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A pedra do meio fio

Ela esta ali... entre dois mundos: A calçada e a rua.
Em ambos mundos existem pessoas diferentes... Brancas, pretas, altas, baixas, gordas magras, felizes e infelizes.
Na calçada pessoas passam com seus corpos indefesos, algumas caminhando apressadamente para cumprir as tarefas do dia-a-dia, outras estão apenas passeando sozinhas, apaixonadas, ou com seus familiares... E elas pisam sobre a pedra do meio fio, para atravessar pra outra calçada. Cruzando um mundo, para voltar ao seu.
Na rua as pessoas estão em seus carros, protegidas... contra o frio, o calor, a chuva... estão num estado bem mais confortável. E em seus carros, cada uma com um mundo em particular. Com dores, desafetos... As vezes rindo, as vezes chorando. As vezes sozinhas, outras acompanhadas. Algumas vezes ouvindo música, outras vezes em silêncio.

E então temos a pedra do meio fio.
Ela ali, que divide os dois mundos. Ela observa as diferenças sociais que existem dos dois lados. E ela não está nem aqui nem lá. Ela só observa.
Algumas vezes mais faz parte da calçada do que da rua, outras mais da rua que da calçada.

Ela é fundamental para organização desses mundos. Ela é a conexão, mas também a separação destes dois mundos.
Em dias de chuva, ela fica úmida, e mais fria que o normal. E nesses dias as pessoas que andam na calçada passam longe dela, pois podem se molhar com a água que os carros fazem respingar quando passam em alta velocidade.
Em dias de sol, elas tornam-se aquecidas, e os carros costumam estacionar próximo à elas.
As vezes vem o moço da limpeza, e varre toda a sujeira acumulada ali embaixo embora.

E as vezes a prefeitura decide que ali não é local de estacionar... e pinta com uma tinta amarela a pedra.
E nenhum carro mais estaciona lá. E então só sobram as pessoas da calçada para dar devida importância a pedra.

De repente há uma mudança no trânsito, e pintam uma faixa branquinha, novinha, naquela pedra do meio fio. E agora os carros param... as vezes batem nela até. As vezes quebram uns pedacinhos delas, mas a prefeitura volta, e arruma.
E aqueles dois mundos aproximam-se mais uma vez.
E ela não esta mais só.

Acontece que no fim, todos pisam na pedra, pintam e despintam a pedra, ela fica seca, molhada, fria, quente... mas é uma pedra, dura e firme. E mantem-se ali. Pois ela é importante, e precisa estar ali.

Ela é capaz de suportar as mais diferentes mudanças... ela tem que se adaptar as diferentes situações, e acaba sofrendo consequências de coisas que ela não fez, ela é a conexão entre dois mundos diferentes...
Ela só está ali, tentando exercer seu papel nesses mundos loucos.
 Mas no fim, ela é só mais uma pedra no meio fio.

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Talvez eu não tenha conseguido escrever tudo que eu pensei hoje, quando comecei a refletir sobre a pedra no meio fio. É falar um pouco de mim, e viajar um pouco...
Não gosto muito de ficar editando os posts...
Por hoje, fico por aqui.

Até a próxima galera!

(2 dias para o meu aniversário!)

2 comentários:

Angela disse...

Oi Aline, uma amiga minha me mandou o link desse post pelo face. Eu li e gostei muito!Compartilho desses pensamentos e experiências de vida!! É muito louco quando deixamos nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, ela pode simplesmente dizer um Até logo e desaparecer! Isso desperta sentimentos e uma personalidade diferente da que sempre tivemos! Realmente, acorda a gente do conto do fadas!Rs As vezes eu penso que minha mente quer me dominar rs, eu poderia dizer que passo horas pensando e refletindo, mas a frase mais adequada seria 'Passo horas alucinando' rs Gostei muito deste texto! Você se expressa de um modo que parece que sou eu mesma que estou escrevendo rs, alguns amigos dizem que eu exagero no meu drama pessoal, mas sempre digo que não é drama, e sim um estilo de vida próprio! hahah Beijos

Aline Paixão disse...

Oi Angela! Obrigada pelas palavras! =D
Adorei a ideia do 'estilo próprio', vou adaptar pra minha vida! hahaha

Quanto aos posts... as vezes eu venho aqui e desabafo, palavras perdidas, meio sem sentindo. As vezes estou mais inspirada... e saem coisas um pouquinho melhores.
Se gostou desse post, leia esse aqui ó... http://paixaunzinha.blogspot.com.br/2013/08/uma-longa-viagem.html

é uma forma BEM dramática de contar a minha história.

=)
Até breve!