quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fim de um longo inverno

Voltei.
E sim, já conclui que estou de TPM também (que nesse mês veio antes do esperado). Nada como passar meu aniversário com a prova de que sou fértil! hehehe

Mas to aqui né?
Estudando, e ouvindo rádio... daí passou essa música.
Do mesmo jeito que já postei música interpretada pela Annita aqui, hoje a música é 'Acenda a Luz'.... ouvi na rádio, gostei. E ela que me fez ter vontade de vir aqui escrever...

Está um tempo lindo em Curitiba. Frio, sol... e um pôr-do-sol maravilhoso.
O meu último pôr-do-sol com 23 anos. O último pôr-do-sol deste ano de vida que começou repleto de sonhos, de planos... e deu tudo errado! Que ano foi esse!

Estou aqui, escrevendo isso, e desejando que este último pôr-do-sol antes de completar 24 anos de vida leve com ele, de uma vez por todas, todas as dores, os desafetos, os casos mal resolvidos, os sentimentos de rejeição, e as tristezas que este ano de vida trouxe pra mim.


Acenda a luz, tente enxergar
Isso é mais forte que nós dois
Brigas em vão, deixam cicatriz
Não há muito o que fazer

Nós sempre falamos que seria pra sempre
Sempre foi difícil entender por que
NÃO ACREDITO NO AZAR, ACREDITO NAS ESCOLHAS
O tempo vai dizer

Me acorde quando tudo acabar
E esse inverno chegar ao fim
o dá pra desistir da nossa história
será que o destino quis assim?
Caindo da nuvem mais alta estou
Me pegue antes que seja tarde
Prá talvez voltar o que sempre foi
Nós dois

Acenda a luz e tente ver
Como chegamos até aqui
Se quero você, e você me quer
Deveria ser mais simples...

Lembra quando olhava pro céu, e dizia
As estrelas só vão apagar, se o que sentimos um dia acabar
Bom elas ainda estão lá...

Nunca ficamos tanto tempo sem nos falar depois que nos reencontramos. É estranho o silêncio.
Ouvi essa música e lembrei de quando eramos 'nós'. Lembrei dos nossos momentos bons.
Lembrei que o fim foi desenhado lá em meados de setembro do ano passado, com a ideia da loja.
E as coisas foram indo, bem devagar...
Tivemos férias inesquecíveis. 
A bendita moto. Nós dizíamos que faríamos um álbum com as nossas fotos, das nossas aventuras, pra mostrar pros nossos filhos... a nossa Elis. A moto para nós foi sinônimo de liberdade... desbravávamos a cidade. Subíamos onde os carros não poderiam ir.
E foram tantos pôres-do-sol... a península nunca mais será a mesma pra mim. 
Da última vez que tivemos lá, ele pediu para que fossemos embora, porque tínhamos brigado lá no fim do namoro.
Lembro de fins de tarde maravilhosos no verão. Com juras eternas de amor, com sonhos... lembro de como o amor e a felicidade corriam em nossas veias, e enchia nossos olhos.
Lembro das praias que a gente conheceu no verão, a marina, os morros... 
E agora, são apenas memórias, de uma história que vivemos... e dificilmente será contada para os nossos filhos.
E agora, onde está você, além de aqui, dentro de mim? Lembra quando eu falava de 'amar do fundo do coração'? É, cada dia você está mais fundo. E num lugarzinho, escondidinho, no escuro... pra nunca mais ser visto.

Ser adulto não é fácil.
Hoje tem exatamente 4 meses, que eu levei a maior das rasteiras da minha vida.
Neste meu ano de vida eu conheci uma Aline que eu nunca imaginei que existisse dentro de mim. 
Eu fiz coisas que me tornaram estúpida, fraca, burra! Eu agi sem pensar na maior parte do tempo. Eu fui movida por DOR! Dor na forma mais triste que se pode ter... Eu queria ser curada por quem tinha me causado a dor. E nada remediaria. Já tem 4 meses, e eu ainda estou aqui, escrevendo sobre isso.
Foi o inverno mais difícil dos últimos 23 anos. Foi ver meus sonhos escaparem das minhas mãos... foi assistir a pessoa que eu amava dizer que não me amava mais, e que outra pessoa tinha-no conquistado, mas que ele ainda gostava de mim... mas só um pouquinho. Muito menos do que eu o amava.
Nunca me senti tão feia, tão rejeitada, tão sozinha. 
Não havia palavra que me consolasse. Não havia curativo que me ajudasse.

Hoje tenho bons momentos sozinha... Mas ainda tenho dificuldade de entender porque tudo isso aconteceu.
"Me acorde quando tudo acabar, e esse inverno chegar ao fim"
E deste ano de vida que termina, deste último sol que se põe, surge a esperança de dias melhores. Dias que novos sonhos são construídos, que a vida ganha cor novamente... e que novos pôres-do-sol tomem outro sentido.

Foi no meu 23º ano de vida que eu perdi grande parte da minha inocência, que parte da minha adolescência perdeu o sentido.
Foi no meu 23º ano de vida que eu deixei de acreditar em histórias de amor, que eu deixei de acreditei em contos de fada.
Foi no meu 23º ano de vida que eu aprendi, que não importa o quanto você se esforce, as coisas podem não sair do jeito que você planejou.
Foi no meu 23º ano de vida que eu vi todo o meu mundo destruído, e tive que recomeçar de novo.

E o meu 23º ano de vida foi o mais difícil que eu vivi até hoje.
Foi um ano que eu tive que rever meus princípios, minhas amizades, meus objetivos.
Foi um ano que a Aline, que tanto sonhou com um mundo mágico, que tanto fugiu da vida adulta, teve que enfrentar os problemas de cabeça erguida, e continuar com suas responsabilidades.
Lembro de dias que fiz prova chorando, de dias que cheguei no hospital com o rosto inchado, porque tinha chorado a noite anterior toda.
Em alguns dias nada tinha sentido...
Mas eu sobrevivi.

E este é o último post que eu faço neste 23º ano de vida.
Eu rezo todos os dias, e peço a Deus que no meu próximo ano de vida eu possa entender porque tudo isso aconteceu. Que todo meu esforço seja recompensado, e que o amor que eu tenho aqui, guardado dentro de mim, possa me levar a um lugar bom... para que toda a fumaça que encobriu meus sonhos se dissipe, e eu consiga não só ver novos pôres-do-sol, mas lindos arco-íris.

E assim me despeço deste ano.
Desejando que seja realmente o fim de um longo inverno, e que a vida tenha cor na primavera que irá surgir.

Boa noite!


3 comentários:

Zenilde Carmo disse...

É a vida!!!

Fabielli disse...

Nunca deixe que pisem no que você acredita. Não permita que as pessoas se sintam no direito de poder comandar sua vida. Por mais que seja difícil, que você se encontre perdido e ache que ninguém no mundo é capaz de entender o que você está passando, jamais desista de si mesmo. Todos nós temos sonhos, vontades, crenças, preferências. Não se prive das coisas que gosta só porque algumas pessoas não te aceitam. Temos todos uma vida linda, que valerá sempre a pena ser vivida acima e apesar de qualquer problema. Não deixe que apaguem de você a sua vontade de viver, se agarre aos seus sonhos, suas vontades. Se acredita que está no caminho certo, se você se sente bem, agarre com seus dois braços e com seu coração. Não permita que façam com que você abra mão de você mesmo.

Nunca feri ninguém de propósito, nunca tomo atitudes com a intenção de ofender ou desmerecer as pessoas. Os que me rodeiam são importantes para mim, não conseguimos viver sozinhos, somos seres gerados e criados para vivermos em comunidade desde o princípio. Mais não suporto ser pisado, usado ou que qualquer pessoa desmereça minha essência ou o que é meu. SEI O QUANTO RALO PARA VIVER INTENSAMENTE A MINHA VIDA!

Angela disse...

Com toda certeza, algo bom ou pelo menos algum aprendizado você terá disso tudo, mas isso não é um conselho, muito menos uma promessa. Eu odiava quando as pessoas diziam isso pra mim rs, eu queria gritar pra elas: "Olha como eu estou? Esta doendo! E vc me diz que vou aprender algo com isso?" ... Mas eu aprendi, aprendi que não podemos deixar que o sentimento que temos por alguém, torne a gente escravo, porque se não, por mais que as grades da sela estejam abertas, escancaradas, a gente não foge, prefere ficar lá dentro, porque, as vezes, ficar dentro dessa prisão, signifique que ainda estamos vivendo àquilo, que a história ainda não acabou, e sair de lá represente de verdade que é o fim, e nos force a recomeçar, a aceitar... e isso é assustador!
Mas Parabéns Aline! Que seja um próximo ano de vida muito abençoado! :)