domingo, 15 de setembro de 2013

Meu novo mundo


Eu não vou pro inferno, eu não iria tão longe por você
Mas vai ser impossível não lembrar
Vou estar em tudo em que você vê:
Nos seus livros, nos seus discos
Vou entrar na sua roupa
E onde você menos esperar
Eu vou estar

Eu não vou pro céu também
Eu não sou tão bom assim
E mesmo quando encontrar alguém
Você ainda vai ver a mim

Embaixo da cama, Nos carros passando
No verde da grama, Na chuva chegando
Eu vou voltar;


Olá lindos e lindos - é só pra quem é lindo e linda! hahaha
Bom dia!

Cá estou eu para mais um vez escrever as dores e satisfações que passam em meu coraçãozito.

A última semana foi relativamente boa, considerando tudo que aconteceu, acho que eu reagi de maneira mais firme. Não me entreguei.

Ontem a noite eu sai, fui pra uma festa na casa de uma guria aqui em Curitiba. Apesar de algumas intercorrências, foi bem bom. Ri DEMAIS!
Ri, cantei, contei história, andei pelas ruas de Curitiba na madrugada, conheci varias pessoas. Foi BEM divertido. Cheguei em casa já estava amanhecendo o dia!

Ontem teve uma hora que bateu uma deprê em alguns períodos saca? ... Mas eu to numa fase tão boa, que é impossível me deixar levar por esse sentimento!

Ontem, sai da casa num momento, sentei no meio fio, e cara... mais uma vez tive a sensação que ali era o meu lugar. Era ali que eu deveria estar, conhecendo aquelas pessoas, num lugar completamente novo pra mim, numa noite linda de Curitiba. Hoje sim, eu entreguei minha vida nas mãos de Deus.
Onde que, há 3 meses atrás, eu iria pensar que era ali que eu estaria?

As vezes me pergunto "Deus, por que eu to tendo que viver isso de novo?"
Eu fui jogada nessa vida de agora, eu não decidi vivê-la. Eu simplesmente não tive opção.
Eu queria casar e ter filhos, ter uma vida normal.
As vezes me sinto super velha, não queria mais isso pra mim saca? Essa vida de festas, gente bêbada, pegação... Isso não é pra mim. Eu nasci careta demais pra tudo isso, e não tenho mais 18 anos!
Ter contato com homens...
Desde que comecei a namorar, perdi contato com meu amigos homens.
Dai é estranho voltar a ter esse tipo de relação.
Abraçar, brincar, dar beijinhos, ganhar beijinhos. hahaha E levar socos dos amigos delicados também!
No começo eu tive muita apreensão, agora até levo bem.
E isso me traz uma vantagem, hoje eu me sinto muito mais segura em falar com os Médicos do hospital! haha

Mas assim que tenho esse pensamento, penso na missão, no destino... E rapidamente a dor vai embora.
Quando eu começo a pensar nessas coisas fico imaginando que tem alguém com um script, e que o meu papel já está no meu íntimo, e eu só estou atuando no próximo capítulo.

Hoje já não choro por ter terminado meu namoro. Aliás, desde o dia que ganhei meu escapulário, nunca mais chorei =)
Hoje eu tenho plena certeza que não perdi nada. Que ficar sozinha é melhor.
E eu vou parar de chamar aquilo de namoro, vou começar a chamar de erro.
Nessa semana enfim, eu consegui me desvincilhar de tudo. Separei todas as fotos, presentes, cartas, tudo. E já tenho um destino pra elas. Tirei tudo que tinha dele no meu face. Apaguei todos os emails que eu já escrevi e recebi dele. Apaguei todas as fotos que tinha dele do meu pc. TUDO. Dessa história eu não quero nem lembrar.

Observo um pouco mais friamente o que foram esses 3 anos e meio.
Sempre quis contar essa história!

Há 3 anos e meio eu estava solteira, me divertindo horrores.
Mas creio que toda pessoa solteira é meio carente. A gente tem pegação de fim de semana, mas da saudade daquela companhia do meio da semana.
De repente recebo um ligação, e marcamos um encontro.
Uma pessoa que é casada, e não exita em ficar comigo. Não pensa que outra pessoa sofreria caso descobrisse tudo.
Uma semana depois, literalmente, essa pessoa abandona a vida conjugal, para 'ficar comigo'.
Chega, cheia de problemas, sofrendo, dizendo que ta triste e tomando várias medicações para 'se controlar'. Diz que tinha muita pressão na vida, e todo dinheiro que tinha era gasto com a família.
Diz que não aguenta mais o emprego onde trabalha e começa a faltar. Diz que quer viver, algo que não tinha feito até aquele momento.

Os primeiros dias foram estranhos pra mim.
Lembro da primeira vez que foi falado em namoro... Eu ainda não queria!
Eu gostava da minha vida de solteira, gostava da minha vida de liberdade, diversão, gente bonita, ser de todo mundo e todo mundos ser meu também!
Mas ele queria namorar comigo. Me deixar 'solteira' era perigoso.
Eu tinha certeza que não gostava dele a esse ponto.
Mas ah, eu tava solteira, o que poderia perder?
Ele tava ali, 100% pra mim, com promessas de amor e paixão, e uma vida amorosa cheia de riscos adolescentes!

E aceitei. E aí começou o erro!
Desde o princípio eu percebi como ele costumava contar umas histórias que não tinham muito sentido. Mas eu sempre arrumei desculpa pra todo erro que ele cometia.
Ele me disse que já tinha traído a ex em outras situações, mas que era porque ele estava muito carente. E eu pensei... Ah, isso nunca vai acontecer comigo!

E seguimos no 'erro'! Tudo era tão bom no começo!
E aqui entra o momento que as vezes eu penso, que eu posso hoje estar pagando por isso.
Existia uma pessoa que sofria com toda a situação!
Quer maior maldição que essa? Você ser feliz e saber que CAUSOU a dor de outra pessoa!?
Não existe sombra, não existe fantasma pior que este.
Mas eu nunca fui briguenta em relação a isso. Morria de medo dele voltar pra ex. Mas eu me sentia muito mal pela situação. Tinha uma criança envolvida em tudo. E eu me sentia muito triste por causar isso. Me sentia culpada. Pensava que se eu tivesse dito não, a vida seguiria como antes.
É horrível você ser feliz com alguém, e na mente dos dois ter uma sombra que sofre.

Mas eu tentei fazer as coisas da melhor forma possível.
E daí me apaixonei.
Me apaixonei por uma tonelada de problemas! Eu adoro resolver problemas! Ali era excelente.
Eu tinha o controle de tudo. Do trabalho, da faculdade, do cartão do banco, de tudo!
Era tipo um jogo de videogame bem legal.

E os meses se passaram, e características da personalidade 'adulta' dele, que não tinham quando adolescente, vieram a tona, e puseram meu sentimento a prova.
Eu eu comecei duvidar se era aquilo que eu queria pra mim.
Muitas mentiras! Eu não aguentava ouvir tudo aquilo e ficar calada.
E vieram as primeiras brigas.
Mas era TANTA confusão. E o caos me atraía. Eu queria que os problemas fossem resolvidos.

Terminamos algumas vezes durante os 3 anos e meio. Mas nada muito além de 2 dias e tal.
Eu fiz muita ruindade também, não nego.
E hoje vejo que este fim só veio pra me fazer amadurecer quando se trata da maneira de se relacionar com as pessoas!
Eu sempre soube que era uma vida muito diferente da minha.
Sem preconceitos, dentro de casa era dificil aceitar.
Não era essa estrutura familiar que eu desejei pra mim. Meus pais, muito mais experientes que eu, em alertaram do perigo de tudo isso. Mas quando a gente ta apaixonada colega, nada enxerga. A pessoa pode passar o sábado a noite com o celular desligado, chegar com marca de batom no pescoço, que você vai acreditar que ela estava dormindo, e aquilo é fruto da sua imaginação.

Quando o erro acabou, eu fiquei me perguntando a Deus por que eu estava passando por aquilo.
Hoje vejo que Deus me deu INÚMERAS chances pra pegar minha malinha e abandonar aquela viagem, porque ela não iria mudar! Foram muitos erros! Havia amor? Sim, claro! Mas isso nunca o impediu de mentir, isso faz parte da natureza dele.
Deus me mostrou muitas chances, colocou no meu caminho outras pessoas que me ofereciam uma vida mais estável, mas feliz. Mas eu quis ficar lá, presa ao erro.

E Deus, no seu ato de maior bondade e benção, me tirou a força daquela relação.
Eu sofri? Sim!
Mas foi o dia do Pai me puxar a orelha. Ele chegou na festa e falou "Aline, pra casa agora".
E nós tivemos várias conversas. E se eu chego aqui hoje pra dizer isso, é porque tenho certeza que isso foi um livramento pra mim.

Sinto falta do contexto, mas não do que me fazia mal.
Sinto falta da família dele, dos primos que eu gosto tanto, de algumas tias. E só.

Não falo aqui para julgá-lo, acredito que as pessoas podem mudar. Mas para isso elas tem que querer, e se esforçar. E de verdade, minha vida está bastante ocupada para eu ver onde essa história vai dar.

Hoje vejo uma situação extremamente semelhante àquela de 3 anos e meio atrás.
Vejo a história se repetir. Mas eu sou a 'outra'. E sem um filho graças a Deus!
Hoje eu to olhando de fora.
Hoje to na pele de quem já viveu tudo aquilo.
E se conselho fosse bom, a gente vendia né?

E esse foi mais um resumo do que eu chamei de amor.

E hoje, 15 de setembro, eu estou onde eu deveria estar.
Aprendi muito com tudo isso.
E também sei, que eu sou muito maior que tudo isso!
Queria ter aquele controle do Click agora, para passar pra daqui 2 anos... e ver.
Mas já que não tenho, vou ficar aqui e curtir meu domingão ;)

Beijos, até a próxima!

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