sábado, 30 de novembro de 2013

Paixão

Boa Noite!

Após um enorme cerimônia (comer, assistir filmes, falar com a família, organizar as coisas da liga, e equalizar o som do computador), aqui estou mais uma vez para escrever.

Desde ontem estou querendo escrever, mas não tinha encontrado momento propício para isso.
Enfim, sexta feira, à 00h53 inicio este post.

Tanto queria escrever, e agora não sei como começar este post. Hahaha
Comecemos com a receita de bolo então.

Música do dia: Sweet Disposition - Temper trap.
Por quê?
 Ah, a letra em si não diz muita coisa... Mas num trecho dela o cantor diz palavras únicas, que juntas tem significado.
Palavras únicas. Momentos únicos. Curtos e intensos o suficientes para fazer com que você jamais se esqueça dele. Essa é a ideia inicial deste post. Paixão. Não é a toa que este é meu sobrenome. Faço bastante jus à ele.
Mas, além disso, essa música foi trilha sonora do Verão de 2010-2011, quando eu trabalhei no Café. Tinha minha fiel companheira, a Karine Magalhães... Que mesmo na Itália neste momento, é super presente em minha vida.
Contudo aquele verão foi inesquecível em muitos sentidos. Eu era apaixonada pelo Café, apaixonada por aquela vida de baladas (mesmo trabalhando). Eu ria muito, eu namorava, mas sempre paquerava na portaria! Brigas épicas eu tinha naquela época! Era muita cachaça na cabeça do povo.
Era TÃO intenso. Cada fim de semana era inesquecível. Cada fim de semana haviam mil novas histórias pra contar. E eu passei a amar a estrada do pernambuco, a praia do pernambuco, o sofitel jequitimar, a padaria tentação... Quantos cafés da manhã eu tomei lá antes de vir pra casa?! Nem sei dizer. Sei que foi um sonho vivido.
Enfim, está aí a música....


....A moment, a love, a dream, a laugh
A moment, a love, a kiss, a cry
Our rights, our wrongs

Just stay there, 'cause I'll be comin' over
And while our bloods still young
It's so young, It runs
And we won't stop til it's over
Won't stop to surrender...

Creio que esta é a ultima vez que vou escrever aqui antes de acabarem minhas aulas. Nesta semana que entra terei muitas provas, e na próxima eu me mudo, então não acredito que terei muito tempo para vir aqui escrever de novo.

Há uns dias tenho refletido, sobre meus sentimentos... Sobre a minha mudança de humor, e de comportamento até.
Fiquei pensando sobre como eu me sinto... Eu tenho o hábito de me ignorar no dia a dia. Cumpro tarefas, e fim.
Mas ultimamente tenho andado (literalmente). E nessas caminhadas refletido sobre mim.
Não tenho ido mais à terapia (algo que me agrada, não aguentava mais as sessões), mas admito que fica difícil refletir sobre os meus atos, sozinha.
Semana passada toquei um foda-se em algumas coisas. Falei pra algumas pessoas meus verdadeiros sentimentos. Cansei de ser bobinha, boazinha. Eu não sou perfeita, e nem idiota. E deixei bem claro isso.
As vezes me pergunto o que algumas pessoas pensam de mim. Será que acham que eu não tenho raiva também? Vêm, dançam sobre a minha tristeza, falam o que bem querem, e esperam que eu ainda diga "Ah, tudo bem, Deus tá vendo"... ¬¬' Poupe-me né?

Mas enfim, PAIXÃO.

Meu sobrenome, meu apelido. A palavra que me segue (e persegue) desde o dia em que eu me entendo por gente.
 - Esse é seu sobrenome de verdade?
 - Nossa, que lindo seu nome!
 - Pense no que essa menina é capaz..? E com esse nome
 - Paixããão?
 - A paixão me pegou, tentei escapar nem consegui
 - É o fogo da paixão
 - Óleo de banho Paixão
 - Paixão é fogo (propaganda da Bic)
 - Dra. Paixão
 - Paixão é bom, mas dura pouco

E por aí vai...
E eu sou uma pessoa constantemente apaixonada. Se não tem paixão, eu não estou ali
Eu sou movida por isso.
Paixão é aquela coisa que te tira o folego, que lacrimeja teu olho, que balança tuas pernas.
Paixão é aquele sentimento que te faz dormir e acordar pensando, que te inspira e te instiga, que te faz rir e te faz chorar, que te faz amar, e no segundo seguinte, odiar.
Paixão é algo com data pra acabar! Mas não acaba...  Se esvai. E para que este FOGO, como chamam, permaneça vivo, é preciso uma abanadinha na fogueira... E em chamas ele brilha novamente.

Eu sou uma eterna apaixonada. Apaixonada por gente, por sentimento... Por INTENSIDADE! Seria isso juventude? Hormônios? Ou eu mesma?
Sou apaixonada por pessoas com largos sorrisos, e grandes lágrimas. Pessoas que gritam, que xingam, que choram, que pulam, que sorriem, que festejam, que comemoram!
Me pergunto se, como um pâncreas exposto à altas doses de glicose, meus sentimentos um dia também entrarão em falência... E temo à isso.

Eu sou um vulcão em erupção... Esperando apenas o momento certo pra explodir.
Se é pra chorar, eu choro! Se é pra sorrir, eu rio! Se é pra viver eu vivo, e se for pra morrer, porque não dramatizar?!

As vezes sinto que tem tanta energia dentro de mim, que parece que vou transbordar!
E as vezes transborda... Em todos em volta de mim.
Maaaas, se houve algo que eu aprendi, foi a dar a cada um o que cada um merece (como uma única exceção, se é que vocês me entendem). Sei transbordar, mas me contenho quando é necessário. E muitas vezes deixo o veneno escorrer, e não coloco bico dosador.

Eu posso ser um anjo se você merecer, mas também sei fazer coisas que muitas pessoas teriam medo.
Não me dê ideias... A minha mente costuma corrigir seus defeitos, e transforma-las em projetos criáveis, e controlar-me para não executá-los muitas vezes é um trabalho difícil. Se eu me apaixono pela ideia, não descanso enquanto não vê-la pronta!

Paixão...
Ok, sei que já cansou, mas eu preciso falar - ah, faz tempo que eu não falo disso vai?

Faz tempo que eu não falo nada do meu último relacionamento.

E parece que aquele 26 de maio foi ontem. Mas já se passaram 6 meses. E há exatos 6 meses eu estava voltando desesperada pra casa para saber o que fez com que ele pedisse um tempo.
Quando o reencontrei ele estava 'trabalhando' na loja, eu cheguei de carro, dirigia muito pouco ainda naquela época, estacionei bem mal o carro em frente a loja, e olhei para ele através do vidro do carro. Ele abriu um grande e amarelo sorriso de covinhas. Mas os meus olhos eram tristes, e frios. E eu não sorri. Desliguei a música, desliguei o carro, desci. Fui ao encontro dele no balcão da loja... E ele me disse: "Entra aqui, vem ficar aqui comigo", eu respondi: "Aí? Depois de tudo que você me disse ontem?" ... Ele abriu a portinhola do balcão, me pegou pelo braço - sorrindo - e me puxou para dentro.
Pegou as chaves do carro da minha mão, colocou no balcão e me deu um abraço apertado... amaciou meus cabelos e disse ao meu ouvido "Desculpa. Mas quando eu fico perto de você, eu sei que é você que eu amo." ... E lágrimas já corriam pelo meu rosto. Eu não sentia amor naquele abraço. Sentia tesão vindo da parte dele! Não era amor que ele queria... Eram outras coisas.
E cada pedaço de mim doía. Ele parecia aéreo. Agitado. Parecia alcoolizado. Falava rápido, mudava de assunto muito rápido, não terminava as ideias. E mais uma vez puxou-me pelo braço para os fundos da loja. Apoiou-me numa prateleira e tentou me seduzir, como fez tantas outras vezes. Ele sabia que aquele era o meu ponto fraco, e o ponto forte dele.
Mas não dessa vez. Dessa vez havia uma sombra. Havia outra pessoa. Não adiantava negar. Por mais que ele dissesse não, eu sabia, EU SENTIA! Ele estava muito alegre, eufórico, e tudo que eu dizia à ele, ele retrucava com grosseria.
Aquele não era o homem com quem eu namorei. Não era este homem que tinha tanto medo de ficar sozinho. Eu sabia, quando vi suas atitudes, que ele só estava daquele jeito porque se tudo desse errado ele já tinha pra quem fugir.
E o afastei. E tive nojo. E naquele momento o que eu mais queria era sacudi-lo e dizer: "Olha no que você transformou nossas vidas?! Olha o que você fez com você?"... e outra parte de mim sentia vontade de dizer: "Olha pra mim meu amor. O que tá acontecendo? Volta!".. Mas não consegui. Não naquela hora.
E sem mais palavras, peguei a chave do carro do balcão e saí dalí.
Antes de sair ele veio ao vidro do carro, e pediu um beijo... Mas ele estava fedendo, à cigarro. Muito forte! E eu odeio cheiro de cigarro!... Eu neguei, e disse pra ele sair do carro... Ele pediu de novo, e de novo, e implorou. Mas eu não consegui. ELE RIA! Era sarcástico! E eu sai com o carro...
Esse foi a realização do começo do fim...
Em pensar que num futuro pouco a diante eu descobri que ele já levava 'a outra' na loja, e mesmo assim nos reencontramos, em algumas tardes, e algumas noites... E aquela paixão, que deixa as pernas bambas, e o coração acelerado, que nos faz amar e odiar, percorreu nossas veias por algumas horas depois disso. E muitas vezes, MUITAS vezes, eu vi os olhos dele brilharem novamente por mim. Mas naquele momento os meus já não brilhavam mais.

Acho que eu nunca tinha escrito sobre isso antes.
Foram tantos encontros depois deste. Foi o início de uma guerra, onde não houveram vencedores, e apesar de termos terminado há 6 meses, a última vez que ficamos juntos foi no feriado de 7 de setembro. Exatamente quando completou-se 9 anos do dia que ele foi "pedir" para o meu pai para namorar comigo.

Me faz bem relembrar.
Estava até conversando com uma amiga sobre isso.
Eu sou apaixonada... Não por ele. Mas pela história que vivemos. Por cada momento, cada detalhe. Cada subida e descida. Cada emoção. Como um artista egocêntrico, sou apaixonada pela 'minha obra prima', porque admito, TUDO, TUDO foi fruto da minha criação. Eu  nunca fui apaixonada pelo homem que havia dentro dele, fui apaixonada pelo homem que eu criei. E mantive minha fantasia, porque abandoná-la era admitir que o projeto era falho. E até então, eu não errava!

Eu sou apaixonada pela história de amor que vivi, e como uma boa história, as vezes gosto de trazê-la a tona, e relembrar os melhores momentos. E tenho uma lista infinita deles...
A vantagem é que, apesar de saber que aquilo foi fruto da minha criação, algumas pessoas se beneficiaram dela, e se tem algo que eu não tenho dúvidas é que, se os grandes momentos foram bons pra mim, foi recíproco do lado de lá. Então de certa forma, sei que deixei minha marca.

Algumas coisas nunca serão ditas, fica aqui e lá, pra sempre. E ninguém mais precisa saber.

Outro dia alguém me disse: "Cruzes Aline, eu não queria ser namorada de um ex seu" hahaha
É nem eu queria ser também! rs
As vezes penso que eu nunca fui 'criada' pra ser ex namorada. E fui criada pra ser a única.
E é difícil me comportar com menina boazinha quando sou colocada a prova!

Estou ficando cansada já... Hoje não foi um 'daqueles' posts. As ideias estão meio perdidas.
Mas eu descarreguei! Sinto-me muito mais leve agora.
Acho que faltou um pouco de coerência. Mas enfim...
Está aí um pouco da bagunça que mora dentro da minha cabecinha =)


Fatos:
Semana passada fui viajar.
Sai de Curitiba sexta, as 16h, fui para São Paulo - capital. Teve um acidente na estrada e eu perdi o ônibus que ia pra Mogi das Cruzes, e tive que dormir no Terminal Rodoviário. Foi uma aventura e tanto!
Enfim, cheguei em Mogi, e fui para confraternização do grupo de canto, passei o fim de semana lá. Foi maravilhosamente bom... Algumas fotos...

Os 12 Casais do Grupo de Canto
Festa de época na noite de sábado. Foi bastante divertido.
Eu e a Shirlayne, namorada do Lú! Excelente companhia! ;)
Eu e o Rafa, na TENTATIVA de fazer carão! hahaha
Eu e os meninos! Rodrigo, Luiz, Felipe e Rafa! Em pensar que, exceto o Rodrigo, eu vi todos os outros pequenos. E agora tenho que ficar na ponta dos pés tirar foto com eles!
Filhos do Grupo! Rafa, Felipe, Luiz, Shi, Eu, Rodrigo, Lu, e embaixo a Carol. Faltam muitos. Mas amo os que estão aí!

Durante esta semana também coordenei o V Curso da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia. Foi de segunda a quarta feira. Nunca nenhum quarta feira foi tão desejada! Mas deu tudo certo graças a Deus! Agora só ano que vem!
Aí estão: Necessaire de brinde para os acadêmicos + Apostila da Liga, Coffee Break de abertura, e fotos do pessoal no dia da prova!

Bom galera, agora vou dormir, porque realmente estou bêbada de sono!

Volto aqui antes do Natal pra contar novidades!

Bom fim de semana a todos!
 ^^

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