segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Feliz Ano Novo!

Depois de tantos anos de ausência, resolvi voltar..
Acredito que este sempre será meu refúgio...

Não li a última postagem do blog pra poder saber onde eu parei. Mas o que posso garantir é que de 2014 pra cá, eu sou outra pessoa...
Sem perder a minha essência (como verão nos próximos capítulos). Continuo ouvindo músicas acústicas, Taylor Swift e The Killers rsrsrsrs e fazendo grandes tempestades em copo d'água - Ah, mas o que seria da vida sem um pouco de drama não é?

Formei-me, emagreci 38 kg há 1 ano e meio, já fiz alguns procedimentos estéticos rsrsrs E se eu pudesse pontuar a maior mudança em minha vida, seria essa: minha auto-estima! Continuo me achando gorda rsrsrs mas pelo menos entro no 38 agora. rsrsrs E não tenho mais problemas quanto a me sentir feia, rejeitada, etc. Gosto de mim assim...

Pra começarmos mantendo o costume a música que vai tocar hoje durante essa postagem é Linger (The Cranberries). Escolhi esta música porque ela descreve simplesmente o que eu estou passando agora...


If you, if you could return
Don't let it burn, don't let it fade
I'm sure I'm not being rude
But it's just your attitude
It's tearing me apart
It's ruining everything
And I swore I swore I would be true
And honey so did you
So why were you holding her hand?
Is that the way we stand?
Were you lying all the time?
Was it just a game to you? 

But I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger?
Do you have to, do you have to
do you have to let it linger? 

Oh, I thought the world of you
I thought nothing could go wrong
But I was wrong
I was wrong
If you, if you could get by
Trying not to lie
Things wouldn't be so confused
And I wouldn't feel so used
But you always really knew
I just wanna be with you

And I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger?
Do you have to. do you have to
do you have to let it linger?


Bom, iniciei este blog há anos atrás na esperança de que escrevendo eu pudesse expressar meu sentimentos e enfim organizá-los - e eterniza-los. Sempre deu certo (com um certo grau de polêmica - por que não?)
Sempre usei este local pra expressar minha humanidade, meus erros, minhas fraquezas... E também para mostrar que não importa o quão fundo no poço você está, sempre existe esperança.

Vamos aos fatos. Por que eu decidi escrever aqui?
Obviamente porque estou num grande período de crise... Porque mais uma vez encontro-me em desequilíbrio entre a minha razão e minhas emoções (quem nunca?)

Não citarei nomes (como antigamente rsrsr)... Vamos a mais um conto do diário da Paixão

Trabalho num hospital aqui perto de casa, um lugar que eu amo, e foi muito importante para o ínicio da minha carreira. Sempre procurei ser o mais profissional possível la. Sempre evitei qualquer vínculo extra-hospitalar.
Em setembro separe-me do Rê (um cara maravilhoso que eu tive a oportunidade de namorar, mas não dava mais certo, então nos tornamos amigos), desde então estava 100% solteira e 100% sozinha e 100% feliz assim. Focada na minha residência, na minha liberdade e sem carência...
Até que um dos colegas de trabalho começou dar sinais de interesse em me conhecer fora do hospital.
Algumas pessoas vieram falar comigo, insistir pra que eu "desse uma chance"... que era uma pessoa boa, correta... Fiquei nervosa com a situação, briguei com quem veio falar comigo, chorei de raiva até! Pois eu já tinha ouvido falar sobre a fama dele, e eu não queria aquilo pra minha vida. Mas armaram um cerco e eu não tive como fugir.
E acabei cedendo à um bendito almoço fora do hospital.
QUE ERRO! Saí com uma pessoa que nunca chamou minha atenção, que não parecia agradável e tinha um modo de vida completamente diferente de mim.

Pois é, mas relacionar-se na vida adulta é tão diferente, é tão pouco inocente, que defino hoje como frustante.
Continuando...
Entrei no jogo. Mordi a isca. MORDI A ISCA!!! E era apenas isso que ele queria... A minha mordida. Apenas queria me conquistar... Pra que eu fosse mais uma da lista.
Em pouco mais de um mês conheci um lado do ser humano que nunca tinha conhecido antes.
Achei que ja tinha sido enganada e iludida ao máximo... Mas nunca subestime a inconsequência dos atos humanos.

Vivi, durante menos de 3 semanas o conto de fadas mais lindo que eu imaginei viver. Tudo era perfeito. A voz, o cheiro, a pele... Ah, a pele! O toque, o beijo, as conversas, as músicas... Perfeito como eu nunca imaginei que pudesse viver. Perfeito como eu nunca achei que merecesse. Perfeito... tão perfeito... que não era real!
Durante as três semanas ouvi palavras tão lindas, promessas tão intensas... E voei... Voei alto, perdi-me em amor... perdi-me como uma adolescente, inexperiente, inocente, que acreditava ter encontrado, entre 7 bilhões de pessoas, aquela que poderia fazer e ser feliz junto! Em 3 semanas me vi fazendo planos, viagens... Me vi fazendo parte dele e ele parte de mim. Em 3 semanas deixei que o amor dominasse a minha mente e a minha vida... E me entreguei. Sem medo... Pois tudo parecia tão recíproco. Nossos momentos eram uma explosão de todos os sentimentos bons que poderia existir...
Tornei-me irreconhecível! Meus amigos estranharam, alguns até brincavam que alguém conseguiu derreter meu coração enfim....

Enfim.... Era só um sonho.
E acho que até o momento eu ainda estou tentando voltar pra ele. Eu ainda não aceitei que acabou. E continuar está muito difícil.

Como pode uma pessoa que te faz tantas promessas, que te tocou de um jeito tão diferente, de repente, simplesmente, sumir? E toda aquela insistência da conquista? E todas as noites? E todos os momentos? Não importam mais? ... Não, a realidade é que nunca importaram.

Desde o dia 30 do mês passado eu estou estática! Meu quarto uma bagunça, meu carro com coisas acumuladas... Há 18 dias eu estou sem reagir... Sem forças. Não acreditando nisso...

Sabe por quê? Pois eu não pedi um amor. Eu ja tinha sofrido o suficiente nesta vida... E não queria mais sofrer novamente. Eu não pedi as promessas, eu não pedi o carinho, não pedi a atenção...
Mas parece que eu fui uma tarefa a ser cumprida. Uma meta a alcançar. E ele alcançou. E então seguiu para a próxima.
E foram tantas mentiras... tantas.

Se eu fosse contar como era tudo lindo...
Não sei em qual momento eu me perdi. Mas eu o avisei que ele estava me levando alto demais... E eu não queria cair.

Hoje estou aqui... desabafando neste meu antigo diário, assim como eu fazia quando tinha 18 anos, e assim como eu fazia nos meus diários quando tinha 10.
Quem sabe um dia meus filhos leiam isso aqui... e saibam que a mãe deles amou. E amou muito!

Hoje, estou assim... Cheia de feridas abertas, doloridas, que as pessoas tocam o tempo inteiro.
Engraçado foi eu ter saído sozinha na cidade e terem me perguntado "Cadê o homem?"... Como se ele tivesse sido homem comigo!

Já se passaram tantas coisas na minha cabeça, eu já não sou mais criança. Conheci uma pessoa que me fez acreditar novamente no amor.. E agora me faz desacreditar na bondade das pessoas... Fez-me desacreditar na honestidade, na lealdade... e fez desacreditar no amor.

Eu só posso rezar... todas as noites, todos os dias, o tempo todo... Para ter forças. Pra resistir.
Pra entender qual o propósito de Deus com isso. Eu não costumo fazer isso com as pessoas... Ainda não consigo entender os porquês...
Somos descartáveis.
Como diz um amigo meu: Você é pó, você é nada! Todos são substituíveis.

E é assim... A minha vida não é um mar de rosas.
Todos deixam marcas em nós.
ELE MESMO me disse que tinhamos que tomar cuidados com as nossas atitudes, pois poderíamos mudar a vida das pessoas para sempre... Pois é. São 18 dias tentando sair dessa...
Honestamente, hoje eu não tenho respostas...

E meus sonhos... é, eles costumam acabar antes do amanhecer...




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