sábado, 25 de fevereiro de 2017

O imprevisível é a realidade!

Dá um play e lê ai! 


You know just how to make
My heart beat faster
Emotional earthquake
Bring on disaster
You hit me head-on and got me weak in my knees
And something inside me is changed
I was so much younger yesterday
So much younger yesterday

I didn't know that I was starving till I tasted you
Don't need no butterflies
When you give me the whole damn zoo
By the way
By the way, you do things to my body
I didn't know that I was starving till I tasted you

By the way, by the way, you do things to my body
I didn't know that I was starving till I tasted you


25 de janeiro de 2017.
11h28 da manhã.

Estou eu aqui, sentadinha no meu quarto na casa dos meus pais, escrevendo neste blog... Acredito que esta seja a última vez que eu faça isso deste lugar. É engraçado como as coisas ganham exponencial valor quando elas estão no fim...

Um aperto, é o que eu sinto no meu coração. 
O novo me atrai... Mas vou novamente para terrenos desconhecidos, aprender, ensinar... entrelaçar a minha vida à vida de novas pessoas, cruzar novos caminhos, enxergar novos horizontes... Ao mesmo tempo que isso me da uma sensação de esperança - que me impulsiona - também me dá um frio na barriga como se eu estivesse me jogando de um precipício... E afinal, eu não estou?

Lanço-me mais uma vez em busca do incerto, do imprevisível... Lanço-me em terreno aberto, sem proteção, sem coletes a prova de balas... Lanço-me na esperança de que sou brava o suficiente para enfrentar as dificuldades que virão. Porém, minha cabeça e meu coração estão em plena desconexão, uma mistura louca de emoções me invadem, e as vezes eu não sei mais o que estou fazendo, ou falando... Nem sequer consigo controlar meus pensamentos... E isso as vezes me enlouquece.

Tenho a sensação de que desta vez eu não volto mais para "casa", não sei explicar o porquê. Também tenho a sensação de que serei muito feliz. Esperança? Seria este o sentimento? Não sei... Pois também sinto-me só. Muito só. 
E apesar de toda esta sensação de coração vazio... Ou com uma lacuna, sei lá, tenho vontade de ir adiante. 
Refletindo concluo que tenho fugido dos momentos comigo mesma... E sei que nas próximas semanas terei overdose disso. E as vezes isso me preocupa.
Já precisei me enfrentar em outras ocasiões. E o que houve? Sessões de tapa na cara... Não foi fácil.
Contudo, desta vez é diferente. Desta vez a Aline é diferente. Medo. Não sei o que esperar...

O êxodo desta vez é tão incerto. Em dez dias mais uma vez a vida mudou, assim... como num piscar de olhos. Tudo tem acontecido numa intensidade e velocidade tão grandes que é difícil assimilar as informações, e principalmente difícil decidir-me...
O tempo passa, a vida nos coloca diante de situações inusitadas, e a gente acha que tá se tornando mais experiente... Mas o destino vem e nos dá uma rasteira. Tudo que você acha que aprendeu, quando você pensa que sabe o que fazer diante das diferentes situações... Você descobre que não sabe nada. Que você é fraco, que as pessoas não são o que você pensava...

Nos últimos meses acabei descobrindo que naõ tenho maturidade afetiva alguma. Percebi-me impulsiva, passional e notadamente desequilibrada emocionalmente. Eu já sabia que tinha dificuldade em perder, mas não lembrava que era tanta... Não sabia que perder me trazia um sentimento tão doído... E não, se eu pudesse teria escolhido não viver o que eu vivi nos últimos três meses. A vida estava tão boa e tão equilibrada antes... Ainda não consigo entender bem... Ainda não consigo enxergar panoramicamente a dimensão das mudanças que os últimos meses trouxeram em minha vida.
Mas hoje eu sei, hoje eu sei mais que antes, mais que nunca.... Que NUNCA devemos tirar nossos pés do chão. Saltar? Claro que podemos... Mas nunca se permita tirar os dois pés do chão, e se mesmo assim quiser fazer isto, tenha certeza que a superfície está dentro do seu campo de visão, que da altura que você estiver você ainda consegue olhar os olhos das pessoas que você ama de verdade, e saiba, que neste momento, quem te ama de verdade, pedirá para você voltar... Por que podemos até saltar alto, mas voar? Deixe esse trabalho para os pássaros... que foram criados para isto.
Voar alto é incrível, é lindo... Eu voei alto. Alto demais. Demais ao ponto que ultrapassei as nuvens, e lá de cima acreditei que se eu caísse, o que me esperava seria uma queda fofa naquelas nuvens branquinhas como algodão doce no palito. Esqueci-me que elas são não são capazes de segurar ninguém... Esqueci-me que abaixo delas há o chão ou o mar... No mar você se afoga, o oceano te engole e te congela... te mata! Na terra? A queda é dura, seca, sem freio. Ou seja, não há como dar certo.
Se for voar? Cheque todas as saídas de segurança, e principalmente tenha certeza que é possível descer com segurança. Se for voar, faça um plano de vôo, mas saiba... Quando você está voando, nem sempre o piloto é você, e tudo pode dar errado... E a culpa nem sempre será sua. Na viagem da vida o imprevisível é uma realidade...
Por via das dúvidas, não voe. Pés no chão, raízes bem fixas... E creia. Você não é um pássaro... 

Angústia, é o que sinto agora. 
A hora de fazer as malas - ou melhor: preparar a mudança - está chegando.
Meu guarda-roupas ainda está lotado, tudo ainda está no seu lugar.
Não há ninguém em casa, afinal, é carnaval... Todo mundo foi viajar.
Aqui somente eu. Olho meu quarto que montei com tanto carinho... Mas sei que aqui não é mais onde eu posso chamar de lar.
Sei que meu destino está lá, no escuro... Que meu destino me espera num novo livro, cheio de folhas branquinhas para eu escrever... E assim eu quero fazer, com o carinho, a emoção e a profundidade que eu tanto sei fazer...
Preparar as malas, encher o carro e sair na estrada. Desta vez sem saber em qual dia vou voltar... Desta vez sem saber quando eu vou colocar os pés no mar da cidade que por muitos anos eu quis viver para sempre.
Lágrimas? Elas ainda não caíram. E não acho que caírão! Chorei tanto nos últimos meses, que o sentimento que eu tenho hoje, apesar de atípico ainda não é capaz de me fazer chorar...
Mas ta doendo. Uma falta de ar. Um aperto no peito...

Escolher requer coragem, principalmente porque cada vez que você escolhe, você abre mão das outras alternativas. Escolher é ganhar, mas também é perder... E eu nunca fui muito boa nessas coisas de perder. Talvez por isso esteja assim...

Eu escolhi, escolhi me reinventar, me reescrever, me repaginar... As cicatrizes da vida? Não é permitido apagá-las. Elas são a lembrança de que todos nós podemos nos machucar, e mais, elas são a lembrança de ONDE podemos nos machucar... 

Recomeçar, é importante, necessário....
Mas nunca podemos esquecer que o destino é imprevisível... 
E o imprevisível? É a nossa única realidade!


Até a próxima....

2 comentários:

Anônimo disse...

Sua linda vc jamais estará só,Deus sempre está no controle de nossas vidas e não cai uma folha de uma árvore que não seja permissão de Deus;ele está cuidando de tudo e de vc espera e confia já deu tudo certo e vc é linda e preciosa demais jamais duvide disso.

Anônimo disse...

Os planos de Deus para nós são maiores do que os nossos planos,ele tem para nós muito mais do que pensamos ou imaginamos creia nisso eu creio princesa linda linda linda
sua amiga de oração ah sempre quis ter uma amiga médica agora eu tenho rsrsrs beijinhos no coração.